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Conformidade · BR → EU

Limites de PFHxA alcançam bens de consumo brasileiros em 10 de outubro

Oct 5, 2026 · 5 min read

In short

A partir de 10 de outubro de 2026, produtos abrangidos pela entrada 79 do Anexo XVII do REACH não poderão ser colocados no mercado da UE nem utilizados se um material homogêneo contiver 25 ppb ou mais da soma de PFHxA e seus sais, ou 1.000 ppb ou mais da soma de substâncias relacionadas ao PFHxA. A primeira etapa abrange roupas e acessórios de consumo feitos de têxteis, couro, peles com pelo ou peles em bruto; calçados de consumo; papel e cartão usados como materiais em contato com alimentos; misturas para o público em geral; e cosméticos. É uma restrição específica ao PFHxA, não uma proibição geral de todo PFAS ou de todo têxtil. O importador da UE assume a obrigação no REACH, mas o fornecedor brasileiro precisa entregar dados de composição ou ensaios por material nos quais o cliente possa confiar.

A partir de 10 de outubro de 2026, um importador da UE não poderá colocar no mercado um produto abrangido se um material homogêneo atingir um de dois limites: 25 ppb para a soma de PFHxA e seus sais, ou 1.000 ppb para a soma de substâncias relacionadas ao PFHxA. A regra é a entrada 79 do Anexo XVII do REACH, incluída pelo Regulamento (UE) 2024/2462 da Comissão. Ela alcança roupas e acessórios de consumo feitos de têxteis, couro, peles com pelo ou peles em bruto; calçados de consumo; papel e cartão usados em contato com alimentos; misturas fornecidas ao público em geral; e produtos cosméticos.

O alcance exige alguma contenção na leitura. Não se trata da proposta de restrição universal de PFAS, nem de uma proibição de todo uso do PFHxA. A etapa de outubro de 2026 está ligada aos usos de produto listados e mede a concentração em cada material homogêneo, não como média do produto acabado. Equipamentos de proteção para determinados riscos da categoria III, dispositivos médicos, dispositivos de diagnóstico in vitro e têxteis de construção ficam excluídos dos parágrafos sobre roupas e têxteis. Outros têxteis, couros, peles e peles com pelo destinados ao consumidor, fora de roupas e acessórios, entram em 10 de outubro de 2027; espumas de combate a incêndio têm calendário e derrogações próprios.

O REACH atribui a obrigação formal de conformidade aos agentes estabelecidos no EEE. Para o exportador brasileiro, isso normalmente significa que o importador da UE deve interromper uma importação ou venda não conforme; não há saída por baixo volume, pois as restrições do Anexo XVII podem valer mesmo quando não há obrigação de registro no REACH. O ônus comercial, porém, volta pela cadeia. O importador não consegue sustentar a conformidade de uma capa de chuva, bolsa, sapato, cosmético ou cartão revestido para alimentos apenas com o nome do produto ou uma declaração ampla de que nenhum PFAS foi adicionado intencionalmente. Ele precisa de evidência que responda às substâncias, aos limites e às camadas de material da regra.

Comece pela lista de materiais e pelas funções mais propensas a esconder química fluorada: repelência durável à água ou a manchas, revestimentos de papel resistentes a óleo e gordura, tratamentos de superfície, tintas, adesivos e produtos de consumo formulados. Peça a cada fornecedor relevante que identifique a química e apresente uma declaração ou laudo de laboratório competente que trate separadamente da soma de PFHxA mais seus sais e da soma das substâncias relacionadas ao PFHxA, frente aos limites de 25 ppb e 1.000 ppb em material homogêneo. Vincule a evidência ao material, à cor, à formulação, à planta e ao lote exatos quando essas variáveis puderem mudar; o regulamento não transforma um certificado genérico em prova para todo SKU.

Com poucos dias restantes, priorize os produtos que entrarão ou serão colocados pela primeira vez no mercado da UE a partir de 10 de outubro, combine o padrão de evidência com o importador europeu e retenha qualquer SKU cujo dossiê de materiais esteja incompleto. Substituição, novo ensaio e reetiquetagem não cabem confortavelmente em um atraso aduaneiro; a decisão útil é saber se a conformidade da carga pode ser demonstrada antes de ela partir. Um Opportunity Scan pode mapear os SKUs afetados, a parte europeia que carrega a obrigação legal e as lacunas de evidência antes que um bom pedido vire um problema evitável de acesso ao mercado.

Inteligência de negócios, não aconselhamento jurídico ou fiscal.

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